PP: qual a história, os principais nomes e ideologias

Partido Progressista (PP) é um partido político brasileiro, com 1.416.166 filiados, em maio de 2012, sendo o quarto maior partido do país, atrás apenas do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Suas cores são o vermelho, o branco e o azul e seu símbolo é uma flor estilizada, além de seu código eleitoral ser o número 11.

Historia do PP

PP: qual a história, os principais nomes e ideologiasAs origens do Progressista estão ligadas ao processo de redemocratização do Brasil e à eleição de Tancredo Neves e José Sarney, presidente e vice-presidente da República, pelo Colégio Eleitoral, em janeiro de 1985.

No momento em que se decidia a sucessão do presidente João Figueiredo (1979-1985), o Partido Democrático Social (PDS), então partido de apoio ao governo, conseguiu impedir, na Câmara dos Deputados, o restabelecimento das eleições diretas, mas não evitou a disputa interna pela candidatura presidencial. O PDS dividiu-se em dois grupos e dois candidatos: o então ministro Mário Andreazza e o ex-governador Paulo Maluf. Com a vitória de Maluf na Convenção, o partido desagregou-se, sendo que uma de suas facções fundaria o PFL (Partido da Frente Liberal) e aliaria-se ao PMDB, para apoiar Tancredo Neves, enquanto a outra seguiria seu caminho até a derrota no Colégio Eleitoral.

De partido de governo, o PDS passa ao declínio na oposição, à espera de melhores dias, preservando seus espaços. A fragmentação do quadro partidário brasileiro, contudo, foiaumentando ao sabor das crises políticas pós-Constituinte de 1988. Com a gradual normalização da vida política, após o impeachment do ex-presidente Collor de Mello, começou a nascer o atual Partido Progressista.

Em 1993, o PDS funde-se com o Partido Democrata Cristão (criado em 1988) e nasce o Partido Progressista Reformador (PPR). O reagrupamento de forças estaduais de perfil moderado e conservador, porém, teria prosseguimento. Em 1995, o Partido Progressista Reformador promovia nova fusão, agora com o Partido Progressista (PP), legenda criada no ano anterior, também por agregação de outras forças partidárias. Nascia, então, o Partido Progressista Brasileiro (PPB), desde logo comprometido com o apoio ao Plano Real, ao governo Fernando Henrique Cardoso e à estabilização econômica do Brasil.

Findo o governo Cardoso e completado mais esse ciclo na vida política do país, a Convenção Nacional do PPB, buscando inspiração nas transformações políticas internacionais, decide, em 4 de abril de 2003, retirar da sigla PPB o “B”, ficando apenas “PP” – Partido Progressista.

Hoje, de acordo com dados do TSE, 11,5 milhões de brasileiros são filiados a partidos políticos, o que corresponde a menos de 10% do total de eleitores habilitados. Esse número, apesar de mostrar o baixo engajamento político dos brasileiros, também delimita , com muita clareza, a capacidade de atração exercida pelos partidos e a qualidade dos trabalhos realizados por suas bases. O Partido Progressista, de acordo com esse indicador, aparece na segunda colocação nacional. Dos 11,5 milhões de eleitores filiados a partidos políticos, 11% ou 1,26 milhão integram a lista de progressistas.

Posicionamento partidário ideológico

PP: qual a história, os principais nomes e ideologias

Os progressistas, na sua já longa história partidária, permanentemente empenhados em contribuir para a construção de um país moderno e de uma sociedade baseada na dignidade humana, e que seja justa, livre, democrática, pluralista, solidária e participativa, fundamentando a sua ação programática nos seguintes valores, princípios e crenças políticas:

  1. Busca continua do ideário democrático e dos objetivos nacionalistas de seus fundadores em elevar a Nação brasileira a um patamar de desenvolvimento econômico-social, que possibilite à população uma vida digna e com igualdade de oportunidades para todos os cidadãos;
  2. Liberdade de culto religioso, garantia da inviolabilidade da privacidade, direito ao trabalho digno, ao salário justo, à moradia, à educação, à saúde, à alimentação, ao lazer, à segurança e à preservação do meio-ambiente, bem como o exercício de uma imprensa livre e responsável;
  3. Intangibilidade da Federação, harmonia dos poderes e crescente autonomia dos Estados e Municípios;
  4. Consecução de um sistema econômico livre, que favoreça a prática das regras de mercado, mas que tenha como objetivo maior o bem-estar dos brasileiros e a eliminação das desigualdades sociais;
  5. Ação do Estado no campo econômico que leve em conta valores sociais, como a criação e a distribuição de riquezas para todos, com geração de empregos, renda, poupança, consumo e funcionamento de efetiva economia social de mercado;
  6. Permanente adaptação para o processo de mudança continuada da sociedade, da economia brasileira e das responsabilidades dos entes federados.

Seguindo tais valores, princípios e crenças políticas, o PP orienta a sua ação programática, com a convicção de que, para a consolidação do regime democrático no país, é necessário a existência de partidos políticos organizados, bem estruturados, que garantam a legitimidade e a proporcionalidade da representação política, alicerçada no livre exercício, independente e consciente do voto secreto, na periodicidade dos mandatos, na rotatividade dos partidos no poder, respeitada a pluralidade doutrinária ideológica.