O que é o PSOL? Qual a história, os principais nomes e o posicionamento político

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é um partido político brasileiro, com espectro político de esquerda. Foi fundado em julho de 2004, obtendo registro definitivo na Justiça Eleitoral, no dia 15 de setembro de 2005.

História do PSOL

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) tem mais de uma década de existência, afirmando-se como uma alternativa verdadeira de esquerda programática, capaz de pensar saídas efetivas para a população brasileira.

Capitaneada por diversos grupos políticos, militantes socialistas e intelectuais de esquerda, a construção teve início em dezembro de 2003, quando os então deputados João Fontes e João Batista Babá, a deputada Luciana Genro e a senadora Heloísa Helena foram expulsos do Partido dos Trabalhadores (PT), por votarem contra a orientação da legenda na Reforma da Previdência, realizada no primeiro ano do governo Lula, que retirava direito dos servidores públicos.

O que é o PSOL? Qual a história, os principais Nomes e posicionamento político

Junto à afirmação de discordância dos parlamentares da época, havia também uma parte significativa de militantes petistas descontentes com os rumos do governo, por entenderem que os petistas sinalizavam, a cada dia, o abandono do socialismo, como horizonte estratégico, em defesa de projetos prejudiciais ao povo brasileiro.

Por entender que não haviam alternativas políticas à esquerda que pudesse abrigar os lutadores pelo socialismo, estes parlamentares iniciaram um movimento nacional pela fundação de um novo partido de esquerda, socialista e democrático. Buscando obter registro permanente na Justiça Eleitoral, conseguiram, na ocasião, quase 700 mil assinaturas a favor da fundação, mas os cartórios eleitorais só concederam certidões a 450 mil dessas assinaturas. Em Setembro de 2015, finalmente conseguiram o registro no Tribunal Superior Eleitoral.

Desde então, o partido cresceu e ganhou reforços de nomes comprometidos com a luta por mais direitos. Logo em seguida à formalização junto ao TSE, outro grupo de descontentes com os rumos do PT e de seu governo juntou-se ao PSOL, entre os quais estavam Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ), a então deputada federal Maninha (DF) e personalidades, militantes e intelectuais.

Em todos os últimos processos eleitorais para a Presidência da República, lançaram candidatura própria, com a ex-senadora Heloísa Helena, em 2006, Plínio Sampaio, em 2010 e Luciana Genro, em 2014. Em todas essas disputas, buscaram apresentar um programa verdadeiramente conectado às pautas da classe trabalhadora, das mulheres, dos jovens, dos negros, da comunidade LGBT e dos povos indígenas e quilombolas.

Nos mais de dez anos de existência, procuram ter uma atuação destacada na defesa dos direitos sociais, por uma educação pública e universal, por melhorias do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), pela valorização dos trabalhadores do setor privado e do funcionalismo público e pelo enfrentamento à privatização dos serviços públicos.

Um dado de destaque ao partido foi quanto à autoria do PSOL no pedido de cassação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A bancada combativa do PSOL foi imprescindível para que as denúncias que pesavam contra o então deputado fossem investigadas.

A militância e os deputados desse partido tiveram papel fundamental na luta contra o impeachment que destituiu a ex-presidente Dilma Rousseff do Palácio do Planalto. Mesmo ressaltando as diferenças programáticas com os governos petistas, o partido denunciou determinados processos que trouxeram Michel Temer ao poder.

Numa conjuntura atual de fortes investidas contra o povo brasileiro, seguem no combate sem tréguas, em defesa dos direitos trabalhistas, previdenciários, do serviço público e contra a bancada conservadora, que ameaça mulheres, negros e negras, comunidade LGBT, direitos indígenas, entre outros. Além disso, buscam construir uma alternativa para o povo brasileiro, reorganizando a esquerda em um novo projeto democrático, popular, de direitos e de luta.

Principais nomes

O PSOL, criado por dissidentes petistas, tem uma bancada pequena, porém bastante representativa no Congresso. Os principais nomes são Randolfe Rodrigues (AP), os deputados federais Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Jean Wyllys (RJ), além de Luiza Erundina (SP), Glauber Braga (RJ) e Edmilson Rodrigues (PA).

Grandes nomes também foram os candidatos à presidência nas últimas candidaturas, sendo eles Heloísa Helena, Plínio de Arruda Sampaio e Luciana Genro. Para a campanha presidencial de 2018, o representante do partido é o candidato líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, com a líder indígena Sonia Guajajara como vice.

São nomes com disposição para criar novas relações políticas, as quais não são baseadas em fisiologismo e clientelismo, atuando com o slogan “um novo partido contra a velha política”.