Urna Eletrônica é Confiável? Como são fraudadas?

A cada 2 anos, todos os eleitores brasileiros devem ir às urnas eletrônicas, para votar nas eleições municipais, estaduais e nacional. Essas eleições servem para que escolher os políticos ideais para nos representar lá em Brasília.

As eleições são muito importantes e por isso é que devemos escolher os melhores candidatos para governar o país. No entanto, só as pessoas com idade entre 18 e 70 anos é que podem eleger o seu candidato preferido.

Para que o eleitor possa depositar o seu voto, ao invés de utilizar métodos manuais, o país adotou a urna eletrônica, para que o voto seja secreto. O sigilo do voto consta em uma lei em nossa Constituição, em que ninguém pode saber em quem o eleitor votou ou influenciar e modificar o seu voto.

A urna eletrônica facilita bastante na hora de votar, pois basta você digitar o número e apertar a tecla verde que ela guarda na memória o número dos candidatos escolhidos.

O que é uma urna eletrônica?

Urna Eletrônica é Confiável? Como são fraudadas?

A urna eletrônica é um microcomputador para o uso exclusivo de eleições, não havendo qualquer outra finalidade para ela. As famosas características são a sua resistência (são difíceis de quebrar), o pequeno porte (é possível transportá-la com facilidade) e o peso leve, além de vários outros recursos de segurança, permitindo que ela funcione tanto ligada na energia elétrica quanto na bateria.

A urna eletrônica possui dois terminais: o terminal onde há o registro do eleitor para identificá-lo – terminal esse que fica junto ao mesário nas eleições; e o terminal do eleitor – em que o eleitor, após ser devidamente reconhecido (seja por biometria ou apenas pelo número do título), pode dirigir-se para depositar o número do seu voto.

Ambos os terminais possuem um teclado numérico. No terminal do mesário, o teclado numérico serve para que o responsável identifique o eleitor. E o terminal do eleitor, em que o teclado numérico serve para que o número do voto seja depositado.

O mesário consegue identificar o eleitor e se ele está apto ou não para votar. Além disso, ele, também, sabe se o eleitor está na zona e na sessão correta para o voto.

Após validar o eleitor, não há a possibilidade de votar novamente. Por isso, não tem como outra pessoa votar por você.

É confiável?

Com apenas três sinais de luz no terminal do mesário, ele consegue identificar se a urna do eleitor está funcionando bem e, caso não esteja, ele deve contatar um técnico disponível para agilizar o concerto, para que não haja grandes tumultos.

Com os dois terminais da urna eletrônica, o sistema do voto secreto flui muito bem e, por isso, torna-se bastante confiável, afinal, não há como uma pessoa fazer mais de um voto ou conseguir identificar em quem estão votando durante a sessão.

É possível haver fraudes?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garante que não é impossível haver fraudes na urna eletrônica, pois não há como um hacker invadi-la e modificar algum voto.

No entanto, no ano de 2017, as urnas eletrônicas precisaram de atualizações para continuar com o bom funcionamento. Até aqui, nada demais, certo? O problema foi que, ao atualizarem as urnas eletrônicas, foi pedido para investigadores profissionais testarem as máquinas onde foram encontradas três falhas.

Uma das delas foi que os investigadores conseguiam visualizar quais eram os votos depositados. Segundo o coordenador dos sistemas eleitorais do TSE, José de Melo Cruz, a falha foi identificada somente após essa atualização, que ocorreu em Dezembro de 2017. Portanto, não há a possibilidade de fraudes terem ocorrido em eleições anteriores.

Essa falha é um tipo de acesso à “caixa preta” da urna eletrônica, porém, o coordenador disse ser impossível que alguém pudesse modificar o voto depositado na urna eletrônica – que era possível apenas visualizar quem era o político votado e qual a inscrição eleitoral que votou nele (qual eleitor).

José de Melo Cruz diz que estão trabalhando arduamente para que esse tipo de fraude não ocorra durante as próximas eleições, ainda mais as de 2018 em que haverá a votação para presidente da República. Caso isso venha a acontecer, haverá uma nova reforma sobre como votar, para manter a lei do sigilo do voto, diz Cruz.